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sexta-feira, 29 de maio de 2015

"A propaganda é a alma do negócio!"

Antigamente, ser artesão era sinal de ser mal sucedido financeiramente e não ter uma atividade profissional segura, mas parece que isso vem mudando.
 Atualmente, vemos um crescente número de pessoas aderindo ao ramo das artes manuais. Eu sou uma delas, pois o que antes era apenas um hobby, hoje é um negócio que começa a despontar para se tornar promissor em breve.


Espalhe o que há de bom em você e em seu trabalho. Valorize-se!!!


Uma das maiores armas que os comerciantes sempre tiveram foi a propaganda e não é à toa que há o velho dito popular que "a propaganda é a alma do negócio". Será que é por isso que tantos homens e mulheres falam mal de seu cônjuges?
Isso, apesar de ser um pouco irônico é algo que vemos e ouvimos cotidianamente em bares e salões de beleza, um falando mal do outro, apontando falhas constantes, manias estranhas, mas no fundo não se largam. Até acredito que muitas são as razões para não se deixarem, porém ninguém vai querer alguém que está tão difamado, não é mesmo?
O mesmo acontece com o nosso trabalho manual, se você mesmo fala dele como sendo inferior ou sem dar muito crédito, ninguém dará, ninguém vai querer comprar ou não pagará o preço justo. Porém, se ao contrário, reconhecendo que desenvolve um bom trabalho e, principalmente, se este é realizado com amor, as pessoas verão algo de bom no que faz até sem ver o seu produto.
 Esta é a boa propaganda, aquela que você mesmo faz do seu trabalho. Tudo começa em você, as ideias, as criações, as adaptações, então você precisa demonstrar isso, que faz com amor e que por isso é bem feito e merece valor.
Valorize-se e valorize o que faz, verá o quanto isso irá refletir em suas futuras vendas!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Guia prático de ferramentas do artesão #2

Queridos leitores, hoje eu trago uma diga simples, mas que muitas vezes nós não nos atentamos e por isso é bom falar (escrever, rsrs).
Todos nós temos uma tesoura em casa, não é mesmo?
Principalmente quando somos artesãos, costumamos precisar de ferramentas de corte o tempo todo. Algumas pessoas preferem ter apenas uma tesoura e usá-la para tudo, enquanto outras, gostam de fazer coleção. Como dizem por aí, nem tanto ao céu nem tanto ao mar, não é bom usar uma tesoura para todos os fins e nem é necessário ter uma coleção de tesouras, a não ser que se queira. O importante mesmo é ter uma tesoura para cada função.
Mas como assim? É isso mesmo!
Se você não quer ficar gastando o seu dinheiro sempre amolando suas tesouras e ainda correr o risco de não poder mais usá-las de tanto já ter amolado, é bom seguir algumas dicas, de acordo com as suas necessidades:
  • Tenha uma tesoura só para tecidos;
  • Uma só para papelão e papel, se possível uma para cada;
  • Uma tesoura só para EVA;
  • Um estilete para cortes gerais (abrir caixas, cortar papelão, EVA, etc), pois conseguimos cortar a sua lâmina e usá-la como nova várias vezes;
  • Na foto, eu mostro o cortador circular que pode ser usado em papelão, EVA ou em tecido, porém é um material caro e pode ser substituído pela velha e boa tesoura;
  • Também coloquei o exemplo de uma tesoura decorativa com o corpo de plástico e o corte de aço, que serve para papel e EVA;
  • A tesoura de picotar, com corpo de metal, serve também para tecido e é mais durável, porém mais cara (aparece na foto com o cabo azul);
Da esquerda para a direita: estilete, minha tesoura para tecidos em geral (tb uso para feltro, mas tenho que comprar uma só para isso!), cortador circular, tesoura de picotar, tesoura decorativa, tesoura de tecido para cortes pequenos e para fitas (cetim, voil, etc), tesoura para papel e papelão, tesoura para EVA.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O que o seu cliente leva junto com o artesanato?

Geralmente, quando entregamos ou enviamos nossas encomendas, costumamos mandar um agrado para nossos clientes, um mimo, por menor que seja. Pode ser um cartãozinho, uma tag, uma pequena peça artesanal, mas não vou falar de brindes hoje.
Vamos pensar, no que o seu cliente leva de você, junto com o artesanato que você produziu para ele!

 
O cliente confiou em você, em seu trabalho, por algum motivo, certo? Ele desejou ou precisou ter algo que você consegue fazer e ele não, seja por falta de tempo, habilidade, equipamentos ou todos estes motivos juntos e mais alguns.
Por outro lado, você possui todos os fatores necessários para realizar o trabalho e entregar o que ele desejou ou precisou: tempo, habilidade, equipamentos...
Então, o que você está entregando ao seu cliente, ao final do seu trabalho? Apenas um produto? A resposta é simples:
_Não!
Você está entregando, além de algo que ele desejou ou precisou, o seu tempo, a sua habilidade, os seus equipamentos, mas não de maneira propriamente dita, porque não há como transferir o seu tempo para ele, por exemplo, mas há como facilitar a vida do seu cliente, executando algo que ele não teria tempo para fazer! Também não há como transferir a sua habilidade através de uma peça entregue à ele, mas o seu cliente não poderia ter aquele produto se não fosse pela sua habilidade. E quanto ao uso dos equipamentos que você já tem e que talvez tenha demorado anos para adquirir, em pouco tempo, ele pode usufruir em apenas uma peça...
Pensando deste modo, o que o seu cliente está levando de você?
O seu tempo, a sua habilidade, os seus investimentos em equipamentos e técnicas de trabalho, as suas pesquisas, os cursos que fez, enfim. Você já havia parado para pensar nisso?
Dessa forma, fica mais fácil para nós, valorizarmos o nosso trabalho como algo único, exclusivo e necessário.

O que você pensa a respeito?